1º de Maio é de luta por valorização, direitos e contra privatização da água em SE
Pelo Bairro Farolândia, na Feira do Augusto Franco e no semáforo da Av. Beira Mar, protesto dialogou com população de Sergipe sobre fome, desemprego, riscos de privatizar a água e valorização do serviço público
Publicado: 02 Maio, 2024 - 09h29 | Última modificação: 02 Maio, 2024 - 11h32
Escrito por: Iracema Corso
Em Sergipe, o Dia Internacional da Classe Trabalhadora, 1º de maio, foi marcado pela luta unificada do movimento sindical e movimentos sociais em Aracaju.
No panfleto distribuído para a população do Bairro Farolândia, na Feira do Augusto Franco e no sinal da Avenida Beira Mar que dá acesso à Praia de Atalaia, trabalhadoras e trabalhadores de Sergipe se posicionaram:
*Em defesa da saúde pública
*Contra a privatização da água
*Pela valorização da educação pública
*Pela valorização dos servidores públicos municipais e estaduais
*Por moradia
*Contra o reajuste de 0,0% para os servidores públicos federais
*Pelo retorno das atividades da Petrobrás ao estado de Sergipe
*Pela geração de emprego, renda e fortalecimento da Economia Solidária em Sergipe
*Por juros mais baixos
*Aposentadoria digna
*Correção da tabela do Imposto de Renda
*Salário igual para trabalho igual
*Políticas para a população em situação de rua
*Políticas de valorização da agricultura familiar e Reforma Agrária
*Por investimento em segurança alimentar em Sergipe
Na concentração do protesto, o estudante e vice-presidente do DCE da UFS, Felipe Lucas, denunciou tentativas de intervenção do Reitor Valter Jovino por ataques e perseguições contra a organização legítima dos estudantes universitários. Tentativas de Retirada dos móveis do DCE, cobrança de documentos dos dirigentes do DCE e questionamento sobre a sede do Diretório Central dos Estudantes da UFS foram algumas das denúncias de perseguição da reitoria feitas pelo estudante durante o protesto do 1º de maio.
Depois da panfletagem, trabalhadores de Sergipe saíram em caminhada pelas ruas do Bairro Farolândia. Em frente à Unit, o dirigente da CUT/Sergipe, professor Dudu, criticou a postura de Uchôa, dono da Unit, por ter participado da ação golpista de acampamento em frente ao 28 BC contra o resultado democrático das eleições presidenciais de 2022.
“Parabenizo a atitude da professora Ivonete Cruz, que cumpriu um papel importante para tirar das escolas públicas de Sergipe o nome de generais, o nome de ditadores e de torturadores. Conseguiu em alguns. O antigo Colégio Costa e Silva agora se chama Colégio Professor João Costa. O antigo colégio Médice hoje se chama Colégio Nelson Mandela”, frisou o professor Dudu, ex-presidente da CUT/SE.
Houve panfletagem e diálogo com a população na Feira do Augusto Franco. A banda Descidão dos Quilombolas trouxe cultura afro-brasileira para dar força e alegria ao protesto do 1° de Maio em Aracaju.
O presidente da CUT Sergipe, Roberto Silva, criticou a postura do governador de Sergipe Fábio Mitidieri, que quer privatizar a água e todos os serviços públicos e, além disso, gasta todo o recurso público na promoção de festas, enquanto o estado encontra-se em último lugar no Brasil em termos de Segurança Alimentar.
Assim, a luta por emprego digno, direitos e melhores condições de vida para a população de Sergipe ocupou as ruas de Aracaju neste 1º de maio.
“O governo de Sergipe está numa ofensiva muito grande pela privatização da água em Sergipe. Lutamos hoje pelo retorno das atividades da Petrobras para Sergipe, diante da importância da empresa para o desenvolvimento social, econômico, geração de emprego, trabalho e renda. Hoje é dia de luta pela valorização dos servidores federais em greve. Os servidores municipais e estaduais cobram valorização e salário digno. Também lutamos por moradia popular, reforma agrária e valorização da agricultura familiar. Estas são pautas cruciais para que os trabalhadores de Sergipe sejam respeitados e valorizados”, destacou Roberto Silva, presidente da CUT/SE.
O presidente da CUT Sergipe explicou porque o enfrentamento à fome em Sergipe também teve destaque no protesto. “O debate do enfrentamento à fome para nós é crucial. A CUT Sergipe tem feito uma política de ação junto aos movimentos que trabalham com pessoas em situação de rua, inclusive pressão junto ao ministério público para que possam acionar o governo de estado e as prefeituras a tomarem uma atitude e garantirem políticas efetivas para a população em situação de rua para que possam sair da condição de vulnerabilidade a partir das políticas públicas de garantia e superação da fome”, declarou Roberto Silva.
O Ato do 1º de Maio foi construído pelos sindicatos de Sergipe, CUT, CTB, UGT, Conlutas, Frente Popular Por Direitos e Democracia, Frente Povo Sem Medo e Frente Brasil Popular.
Acesse as redes sociais da CUT Sergipe e confira mais fotos e vídeos da manifestação do Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora.



