Pelo Bairro Farolândia, na Feira do Augusto Franco e no semáforo da Av. Beira Mar, protesto dialogou com população de Sergipe sobre fome, desemprego, riscos de privatizar a água e valorização do serviço público
Em Sergipe, o Dia Internacional da Classe Trabalhadora, 1º de maio, foi marcado pela luta unificada do movimento sindical e movimentos sociais em Aracaju.
No panfleto distribuído para a população do Bairro Farolândia, na Feira do Augusto Franco e no sinal da Avenida Beira Mar que dá acesso à Praia de Atalaia, trabalhadoras e trabalhadores de Sergipe se posicionaram:
*Em defesa da saúde pública
*Contra a privatização da água
*Pela valorização da educação pública
*Pela valorização dos servidores públicos municipais e estaduais
*Por moradia
*Contra o reajuste de 0,0% para os servidores públicos federais
*Pelo retorno das atividades da Petrobrás ao estado de Sergipe
*Pela geração de emprego, renda e fortalecimento da Economia Solidária em Sergipe
*Por juros mais baixos
*Aposentadoria digna
*Correção da tabela do Imposto de Renda
*Salário igual para trabalho igual
*Políticas para a população em situação de rua
*Políticas de valorização da agricultura familiar e Reforma Agrária
*Por investimento em segurança alimentar em Sergipe
Na concentração do protesto, o estudante e vice-presidente do DCE da UFS, Felipe Lucas, denunciou tentativas de intervenção do Reitor Valter Jovino por ataques e perseguições contra a organização legítima dos estudantes universitários. Tentativas de Retirada dos móveis do DCE, cobrança de documentos dos dirigentes do DCE e questionamento sobre a sede do Diretório Central dos Estudantes da UFS foram algumas das denúncias de perseguição da reitoria feitas pelo estudante durante o protesto do 1º de maio.
Depois da panfletagem, trabalhadores de Sergipe saíram em caminhada pelas ruas do Bairro Farolândia. Em frente à Unit, o dirigente da CUT/Sergipe, professor Dudu, criticou a postura de Uchôa, dono da Unit, por ter participado da ação golpista de acampamento em frente ao 28 BC contra o resultado democrático das eleições presidenciais de 2022.
“Parabenizo a atitude da professora Ivonete Cruz, que cumpriu um papel importante para tirar das escolas públicas de Sergipe o nome de generais, o nome de ditadores e de torturadores. Conseguiu em alguns. O antigo Colégio Costa e Silva agora se chama Colégio Professor João Costa. O antigo colégio Médice hoje se chama Colégio Nelson Mandela”, frisou o professor Dudu, ex-presidente da CUT/SE.
Houve panfletagem e diálogo com a população na Feira do Augusto Franco. A banda Descidão dos Quilombolas trouxe cultura afro-brasileira para dar força e alegria ao protesto do 1° de Maio em Aracaju.
O presidente da CUT Sergipe, Roberto Silva, criticou a postura do governador de Sergipe Fábio Mitidieri, que quer privatizar a água e todos os serviços públicos e, além disso, gasta todo o recurso público na promoção de festas, enquanto o estado encontra-se em último lugar no Brasil em termos de Segurança Alimentar.
Assim, a luta por emprego digno, direitos e melhores condições de vida para a população de Sergipe ocupou as ruas de Aracaju neste 1º de maio.
O presidente da CUT Sergipe explicou porque o enfrentamento à fome em Sergipe também teve destaque no protesto. “O debate do enfrentamento à fome para nós é crucial. A CUT Sergipe tem feito uma política de ação junto aos movimentos que trabalham com pessoas em situação de rua, inclusive pressão junto ao ministério público para que possam acionar o governo de estado e as prefeituras a tomarem uma atitude e garantirem políticas efetivas para a população em situação de rua para que possam sair da condição de vulnerabilidade a partir das políticas públicas de garantia e superação da fome”, declarou Roberto Silva.
O Ato do 1º de Maio foi construído pelos sindicatos de Sergipe, CUT, CTB, UGT, Conlutas, Frente Popular Por Direitos e Democracia, Frente Povo Sem Medo e Frente Brasil Popular.
Acesse as redes sociais da CUT Sergipe e confira mais fotos e vídeos da manifestação do Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora.