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1° de Maio fortalece construção da Greve Geral

Mais de mil manifestantes ocuparam as ruas de Aracaju em Defesa da Aposentadoria e dos Direitos Sociais

Publicado: 02 Maio, 2019 - 22h21 | Última modificação: 02 Maio, 2019 - 22h45

Escrito por: Iracema Corso

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“Temos visto os trabalhadores organizados dizendo que não vão aceitar perder os direitos conquistados com muito suor, luta, história e vidas...”. As palavras são do vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), Plínio Pugliesi, no Ato 'Sergipe em Defesa da Aposentadoria e dos Direitos Sociais', já na chegada da Orla de Atalaia, na quarta-feira, 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalho.

Saindo da Pça da Juventude no Augusto Franco, mais de mil manifestantes em Aracaju disseram não à Reforma da Previdência que já tramita no Congresso Nacional. "Bolsonaro engana a população dizendo que tem uma proposta para a aposentadoria do povo. Na verdade ele tenta destruir a seguridade social no Brasil, apoiada nos pilares da saúde, assistência e previdência social. Ele quer acabar com a proteção social do povo brasileiro. Mas a classe trabalhadora está unificada na construção da greve geral para o dia 14 de junho. Vamos construir uma greve geral, parar todos os setores produtivos, parar as BRs, parar tudo. A classe patronal que apoia esta reforma maldita precisa sentir na veia que os trabalhadores não vão arrefecer de lutar contra o desmonte da previdência e seguridade social", afirmou Roberto Silva, diretor de Formação da CUT/SE e vice-presidente do Sintese.

 

Fim da Valorização do Salário Mínimo

Diretora de Políticas Sociais da CUT/SE e presidenta da FETAM, Itanamara Guedes denunciou o retrocesso democrático do governo Bolsonaro que extinguiu a participação popular nos conselhos de direitos das pessoas com deficiência e Lgbt, entre outros. "Este mesmo presidente acabou com a valorização do salário mínimo. Milhares de trabalhadores sergipanos tem como salário base o salário mínimo. É um governo que condena a classe trabalhadora, os idosos, as mulheres, à pobreza , à miserabilidade. A reforma da previdência vem acompanhada de uma série de retirada de direitos tanto na educação como na assistência social, que é uma política essencial para a população mais pobre", denunciou.   

 

Lula Livre

Ao conversar com a população da Atalaia, o vice-presidente da CUT/SE, Plínio Pugliesi explicou como o Brasil chegou no patamar em que está com 14 milhões de desempregados e sem perspectivas de melhoria. “Todos que queriam acabar com os direitos dos trabalhadores perceberam que perderiam a eleição se não encarcerassem o maior líder político do planeta que neste momento se chama Luís Inácio Lula da Silva. Se Lula estivesse solto, teria ganhado as eleições no 1º turno. Então quem tá preso em Curitiba não é o Lula, são os direitos da classe trabalhadora, são as políticas públicas, o direito à saúde, à educação, ao transporte, o direito do trabalhador de se aposentar... E é por isso que o Brasil hoje tem prisão política. O juiz que condenou Lula não é juiz, é ministro de Bolsonaro. O que nos interessa aqui, junto com várias categorias unidas, é que cada taxista, cada garçon, cada trabalhador da rede hoteleira reflita: qual o nosso lado nesta disputa? É preciso pensar. Vocês vão ficar do lado de quem está retirando os seus e os nossos direitos? Ou ficarão do lado destas pessoas que estão a tantos anos nas ruas lutando para que todo trabalhador brasileiro não perca o direito que é seu?", destacou.

 

Greve da Educação
Em apenas 4 meses do Governo Bolsonaro, o desmonte da Educação é mais que evidente. Em resposta, professores de todo Brasil preparam a greve geral da educação para o próximo dia 15 de maio. "Foi muito bonito o ato que construímos neste 1° de maio. Não tenha dúvida que no dia 15 de maio, todos estaremos juntos de novo na greve da educação. Professores do ensino médio, do ensino fundamental, dos institutos federais e nas universidades, vamos chamar uma reunião ainda nesta semana para construir um ato forte e vamos fechar essa jornada de luta com a greve geral do dia 14 de junho. Os trabalhadores tem o compromisso de parar o Brasil", afirmou o professor Dudu, presidente da CUT/SE.