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"A rua é o lugar da resistência", Ivonete Cruz (SINTESE)

Milhares de trabalhadores e estudantes ocuparam as ruas de 200 cidades brasileiras no Dia Nacional de Mobilizações, Paralisações e Greves Contra a Reforma e Contra os Cortes na Educação

Publicado: 14 Agosto, 2019 - 17h54 | Última modificação: 14 Agosto, 2019 - 18h25

Escrito por: Iracema Corso

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Aracaju foi apenas uma entre as 200 cidades de todo o Brasil onde a população ocupou as ruas para protestar contra a destruição da educação pública e da previdência brasileira, realizada pelo governo Bolsonaro e seus aliados no Congresso Nacional.

A resistência de milhares de trabalhadores em defesa da aposentadoria e da educação pública brasileira ocupou as ruas na terça-feira, dia 13 de agosto, Dia Nacional de Mobilizações, Paralisações e Greves Contra a Reforma e Contra os Cortes na Educação.

"A rua continua sendo o lugar da resistência", afirmou a professora Ivonete Cruz, presidente do SINTESE, em sintonia com as palavras de Rubens Marques, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE). Os movimentos sindicais e sociais se concentraram à tarde na Pça General Valadão de onde caminharam pelas ruas do Centro, junto a estudantes, professores e demais trabalhadores.

“É importante que tenhamos deputados e senadores que dialoguem com a classe trabalhadora, mas a mudança só vai acontecer com a luta de massa, com o povo na rua e não no Parlamento. Sergipe tem 8 deputados federais, 5 votaram contra o povo. O que temos aqui? Cinco deputados que ganham uma fortuna e tem uma vida de luxo bancada com o dinheiro do povo pobre deste país. E o que eles fazem? Apunhalam o povo aprovando essa desgraça dessa reforma. Aliás, Reforma da Previdência quem fez foi Lula e Dilma. O que este cara está fazendo é destruindo todo o sistema de seguridade social! Portanto, cada vez mais o movimento sindical e social é imprescindível para mostrar que a população brasileira se une e fecha as ruas na luta por seus direitos”, discursou o presidente da CUT/SE.

Presidente do SINDIPEMA, o professor Adelmo Santos destacou que a educação precisa de mais verbas e esta luta definirá o futuro do País. “Estamos aqui para dizer não ao governo Bolsonaro. Não à retirada de direitos e ao corte das verbas para a educação pública. Nós precisamos é fazer a defesa de mais verbas para a educação. Hoje é mais um dia de protesto, mais um dia de paralisação, um dia para dizer não ao desmonte e um dia para dizer Sim à educação pública de qualidade. Nós precisamos sair daqui mais unidos, fortalecidos para conquistar o nosso espaço e garantir mais verbas para a educação, é isso que este governo está retirando. Viva à união dos professores, estudantes e trabalhadores de Sergipe. Viva a Paulo Freire!”.

A perseguição contra os sindicatos e movimentos sociais também foi denunciada durante o trajeto pela presidente do SINTESE. “Nós vivemos sob um governo que não representa a classe trabalhadora, é um governo que não defende os interesses da juventude, é um governo que tem destruído a soberania popular, a democracia, a liberdade. Precisamos cada vez mais resistir diante do autoritarismo. São sindicatos que são ocupados pelo Exército, como é o caso do que aconteceu com o sindicato dos trabalhadores e professores do Amazonas. São sindicatos que são vigiados, são trabalhadores que passam a ser controlados e nós não vamos admitir o controle, não vamos admitir que tentem nos impedir de ocupar as ruas e fazer a resistência”, afirmou Ivonete.

Queima dos Deputados Federais e de Bolsonaro

Pela manhã, em Aracaju, na porta do Palácio do Governo teve ato com queima de Bolsonaro e dos deputados federais (Gustinho Ribeiro, Fábio Reis, Bosco Costa, Fábio Mitidiere e Laércio Oliveira) que aprovaram a Reforma da Previdência.

Em Aracaju, o dia de luta foi construído pelas Centrais Sindicais (CUT, UGT, CSP-CONLUTAS, CTB e sindicatos filiados), a Frente Povo Sem Medo e a Frente Brasil Popular.