Até 8 de maio, prefeito Airton Martins vai marcar reunião com SINTESE e SINDIBARRA
Paralisação e caminhada de luta até Prefeitura da Barra dos Coqueiros conquistaram diálogo com secretário de Governo que se comprometeu, até o dia 8 de maio, em marcar reunião com prefeito Airton Martins
Publicado: 28 Abril, 2026 - 17h58 | Última modificação: 28 Abril, 2026 - 20h27
Escrito por: Iracema Corso
Como resultado da paralisação e da luta do movimento sindical, SINTESE e SINDIBARRA foram ouvidos pelo secretário de Governo da Barra dos Coqueiros, Douglas Oliveira, e pela primeira dama, Eliana Martins, na manhã desta terça-feira, dia 28 de abril.
O diálogo resultou da paralisação e luta unificada do serviço público e do magistério da Barra dos Coqueiros.
Para cobrar diálogo direto com o prefeito Airton Martins, SINTESE e SINDIBARRA organizaram paralisação unificada e caminhada de luta pelas ruas da cidade, da rótula principal até a Prefeitura da Barra dos Coqueiros.
No caminho, as trabalhadoras e trabalhadores distribuíram panfletos e dialogaram com a população sobre a realidade do serviço público da Barra dos Coqueiros que tem remuneração inferior ao salário mínimo e luta pelo salário base de R$ 2.000.
Professoras e professores denunciaram que o prefeito Airton Martins está fora da lei porque não paga a atualização do piso do magistério na carreira. O SINTESE também vem denunciando o sucateamento das escolas e do serviço público em geral, com a falta de alimentação escolar adequada, necessidade de cadeiras nas escolas e de climatização nas salas de aula.
“Foi uma luta árdua, sofremos uma repressão muito forte, fomos impedidos de entrar na Prefeitura. Mesmo diante de ofícios avisando previamente, a SMTT não compareceu no início do ato, mas bem depois, durante a caminhada. Uma servidora pública quase sofre um acidente, uma moto esbarrou no seu braço... Apesar de tudo, a população viu a nossa luta, distribuímos panfleto, dialogamos com a população, o secretário de Governo Douglas Oliveira e a primeira dama Eliana Martins nos receberam. Então estamos com esperança da retomada de negociação com a Prefeitura”, avaliou a presidenta do SINDIBARRA, Mirlene Andrade.
Durante a manifestação, o SINDIBARRA realizou uma assembleia geral que aprovou paralisação nos dias 19, 20 e 21 de maio, caso a negociação com a Prefeitura não avance em favor da valorização do serviço público municipal da Barra dos Coqueiros.
No fim do protesto, o SINDIBARRA foi notificado pela Justiça referente à ilegalidade da paralisação. No entanto, a intimação só foi entregue no fim do protesto. Devido aos erros do documento e informações que não condizem com a realidade, a assessoria jurídica do SINDIBARRA, presente no protesto, agiu prontamente para recorrer da decisão judicial e derrubar a intimação.
Diretora da CUT-SE e do Sintese, Emanuela Pereira informou que o Magistério fará assembleia geral no dia 11 de maio.
“Hoje foi um dia tenso, mas pelo menos fomos ouvidos, pois esta gestão não nos ouve. A gente luta pela mudança de nível que já está deferida, mas não se implementa no salário dos professores, e também a atualização do piso. No dia 11 de maio, a gente vai deliberar os próximos passos da luta a partir do que conseguiremos negociar. Tentaremos falar com o deputado Adailton Martins, que é da Barra, é irmão do prefeito, e precisa nos ajudar nesta conversa por melhorias na educação da Barra dos Coqueiros", afirmou Emanuela Pereira.
A reunião do SINDIBARRA e do SINTESE com o deputado estadual Adailton Martins já está marcada para a quarta-feira, dia 29 de abril, às 8h da manhã, na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese)
Abaixo o Capacitismo e o Silenciamento de Lideranças Sindicais
Durante o protesto, a diretora da Fetam (Federação dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Sergipe) e secretária da CUT-SE, Vanessa Ferreira, protestou contra o triste episódio ocorrido na Câmara de Vereadores da Barra dos Coqueiros, no dia 7 de abril, quando foi negado o direito de fala para dirigentes sindicais do SINTESE e do SINDIBARRA.
Nesta ocasião, o vereador Carlinhos Jatobá fez chacota quanto à deficiência física de baixa estatura da presidenta do SINDIBARRA, Mirlene Andrade. Em resposta à atitude preconceituosa e criminosa, várias notas de repúdio de sindicatos e organizações da sociedade civil foram enviadas à Câmara de Vereadores da Barra dos Coqueiros.
“Cada vereador foi eleito com o voto do povo, como é que a Câmara de Vereadores ataca e nega o acesso dos servidores? Nega o direito à fala da entidade sindical? E ainda tem o preconceito de determinado vereador, capacitista e machista, contra uma representante dos trabalhadores! Isso é inadmissível e precisa ser investigado pela Comissão de Ética da Câmara de Vereadores”, cobrou a sindicalista Vanessa Ferreira.
“A violência capacitista que Mirlene Andrade sofreu aqui neste município foi uma coisa tão abjeta, tão absurda, e mostra o seguinte: quando o ser humano tem o coração de partilha como Mirlene, quando dedica a sua vida para unir os trabalhadores e lutar pelos seus direitos, vai ter sempre alguém para falar mal, atirar pedra, para fazer uma fala preconceituosa e tentar afastar da luta uma companheira tão brava e tão forte”, declarou o professor Joel Almeida, prestando uma homenagem à resistência de Mirlene Andrade, que apesar dos ataques, segue firme na luta sindical.




