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Audiência com MPT decide que TV não pode trocar carro de reportagem por Uber

Carro de reportagem não pode ser substituído por Uber para transportar equipe de Jornalismo. A decisão foi tomada em Audiência com MPT, SINDIJOR e TV Atalaia

Publicado: 26 Novembro, 2018 - 13h19 | Última modificação: 26 Novembro, 2018 - 13h52

Escrito por: SINDIJOR

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Representantes do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Sergipe (SINDIJOR-SE) se reuniram na manhã desta quarta-feira (21/12) com representantes da TV Atalaia, no Ministério Público do Trabalho (MPT), para discutir o deslocamento de equipes de reportagens por Uber.

A Comissão de Fiscalização do Exercício Profissional do SINDIJOR registrou vários constrangimentos sofridos por jornalistas e repórteres cinematográficos da TV Atalaia, após a empresa substituir alguns carros de reportagens da empresa por Uber, visando uma suposta economia financeira e evitar possíveis demissões.

Segundo a Comissão de Fiscalização, em uma das coberturas jornalísticas uma das equipes teve dificuldade para solicitar um Uber de volta para a TV Atalaia, porque o local em que a equipe de reportagem se encontrava não tinha um bom sinal de celular e Internet. Foi preciso a equipe pedir carona para retornar aos estúdios da emissora.

Mediante esses constrangimentos e, principalmente, por comprometer a segurança da equipe de reportagem, o SINDIJOR solicitou uma audiência no Ministério Público do Trabalho para debater o assunto e chegar a um acordo que preserve a segurança dos jornalistas.

Após quase uma hora de discussão, o SINDIJOR aprovou uma proposta que permite a empresa disponibilizar Uber apenas para as equipes que trabalham nos programas de entretenimento. Para as equipes do Jornalismo, a empresa se comprometeu a disponibilizar os próprios carros de reportagens com a devida identificação.

“Não faz o menor sentido uma equipe de reportagem ir cobrir, por exemplo, uma manifestação ou uma ação policial de Uber. Além do motorista se negar a entrar em determinadas áreas, o Uber deixa a equipe vulnerável por não ter a identificação da empresa jornalística. Com essa mediação acordada pelo Ministério Público do Trabalho acredito que jornalistas e repórteres cinematográficos trabalharão a partir de agora com mais segurança e tranquilidade”, salienta Paulo Sousa, presidente do SINDIJOR, acrescentando que o sindicato vai acompanhar o cumprimento deste acordo feito no MPT.

A audiência presidida pela procuradora regional do trabalho Lair Carmen Silveira contou com a participação do presidente do SINDIJOR, Paulo Sousa, do diretor Jurídico Guilherme Fraga, e do assessor Jurídico Diego Trindade. Representando a TV Atalaia compareceram à audiência o assessor jurídico Paulo Calumby Barreto e o Gerente do Departamento de Pessoal Roberto Batista.

O sindicato já tinha debatido este assunto com o superintendente da TV Atalaia, Augusto Franco Neto, que garantiu que o carro de reportagem só seria substituído por Uber em casos específicos. Como a prática se tornou rotina na emissora afiliada da Record, o SINDIJOR solicitou a audiência no MPT.

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