Escrito por: Iracema Corso

Braços Cruzados: Ato no CREA-SE cobra valorização e respeito aos trabalhadores

Em frente ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), em Aracaju, os servidores construíram um dia de paralisação e protesto para cobrar da gestão do conselho de classe respeito à classe trabalhadora e a reposição inflacionária de 4,3%.

Desde o ano passado, o SINDISCOSE (Sindicato dos Servidores em Conselhos e Ordens de Fiscalização Profissional do Estado de Sergipe), filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), tenta negociar com a presidência do CREA.

Na manifestação de hoje, Ananias Nascimento, funcionário antigo do CREA, revelou que a principal causa do protesto é a luta pelo respeito aos funcionários.

“Esta é uma gestão truculenta que não respeita o servidor. Eu trabalhei em várias gestões, tenho 48 anos de CREA, prestes a completar 49 anos, e ao longo deste período, eu não vi momentos como estamos passando hoje com essa falta de respeito aos funcionários do CREA. O desrespeito é principalmente por causa do trato com o servidor. Por isso nossa reivindicação não é só pela recomposição salarial de 4,3%, é pelos 3 anos de perseguições. Ele fala que nunca perseguiu, mas a gente tem enfrentado essa situação”, declarou Ananias Nascimento.

Liliana Pereira, funcionária do CREA, explicou que o presidente do CREA já inventou muitas desculpas para não dar o reajuste de 4,3%. O reajuste e a data base dos servidores serão decididos na próxima segunda-feira, dia 21 de setembro em uma plenária da gestão do CREA.

“Depois de um parecer jurídico confirmando que o CREA e nenhum conselho de classe estão sujeitos a limitações por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal; depois de muita conversa e insistência, o presidente do CREA concordou em dar o reajuste de 4,3% aos servidores, mas ele só quer pagar a partir de julho de 2026, e nossa data base é janeiro. Então continuamos sem avanço concreto”, observou Liliana Pereira.

Segundo o presidente do SINDISCOSE, Igor Baima, o que for decidido na plenária da segunda-feira será discutido pelos servidores do CREA em assembleia geral, no dia 25 de setembro, na próxima sexta-feira, com indicativo de greve por tempo indeterminado.

“Hoje é uma paralisação de advertência para chamar a atenção da gestão do CREA para que faça o básico, o mínimo, que é respeitar os servidores, dar dignidade e valorização salarial. A gente está aqui hoje lutando e não vamos sair da luta enquanto a gente não atingir os nossos objetivos”, afirmou Igor Baima.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT-SE) manifesta o apoio à luta dos servidores do CREA-SE por respeito e valorização.