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Cadê o adicional por insalubridade de 40% e o ACT dos trabalhadores da saúde?

CUT e sindicatos lutam por menos aplausos e mais compromisso com trabalhadores da saúde

Publicado: 26 Novembro, 2020 - 17h19 | Última modificação: 26 Novembro, 2020 - 17h47

Escrito por: Iracema Corso

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E a segunda onda de Covid-19 está aí. Só em Sergipe, a pandemia já matou mais de 2.288 pessoas e chegou a contaminar mais de 88.100, agora a contaminação volta a crescer no Estado com uma média de aproximadamente 200 novos casos de Covid por dia.

À frente desta batalha há 8 meses, infelizmente, muitos dos trabalhadores da saúde se contaminaram, foram à óbito e vários precisaram de amparo psicológico para lidar com a realidade da pandemia no dia-a-dia de sua jornada de trabalho. Diante deste cenário, sindicatos de várias categorias de trabalhadores da saúde passaram os 8 meses da pandemia tentando negociar com a Secretaria de Estado de Saúde pelo direito ao pagamento do adicional de insalubridade de 40%.

Nesta quarta-feira, dia 25 de novembro, a Central Única dos Trabalhadores (CUT Sergipe) enviou um ofício à Secretaria de Estado da Saúde cobrando celeridade para resolver o pagamento da insalubridade de 40% e o novo Acordo Coletivo de Trabalho, visto que o último ACT data de 2012.

“A falta de interesse do Governo e da Secretaria de Saúde em avançar na discussão das pautas dos trabalhadores da saúde é um desrespeito com profissionais que venceram seus limites, seus medos para atender à população. É uma atitude de desvalorização e falta de consideração com os trabalhadores da saúde”, criticou Anselmo Menezes, dirigente do SINDASSE (Assistente Social).

Segundo Anselmo Menezes, as reuniões para tratar do assunto aconteceram nos dias 13 de fevereiro, 22 de setembro e 8 de outubro, mas não geraram nenhum avanço para os trabalhadores.

"Realizamos visitas técnicas na Rede Hospitalar de Saúde Estadual e não foi surpresa verificar que os trabalhadores vêm apresentando comprometimento da saúde física e mental. O desgaste frente à pandemia agravou ainda mais com a falta de reconhecimento e apoio do Governo Estadual, em garantir seus direitos e melhores condições de trabalho. Esse cenário precisa melhorar, a luta é por mais respeito e dignidade dos trabalhadores da saúde", ressaltou a Coordenadora Geral do SINDINUTRISE, Mychelyne Guerreiro.