Capacitismo é crime e vereador da Barra dos Coqueiros precisa ser responsabilizado
Justiça determina que Prefeitura da Barra dos Coqueiros negocie com SINDIBARRA e SINTESE para atender às reivindicações dos sindicatos. A luta continua e não adianta apelar para ofensas pessoais criminosas
Publicado: 08 Abril, 2026 - 11h50 | Última modificação: 08 Abril, 2026 - 11h59
Escrito por: Iracema Corso
Na terça-feira, dia 7 de abril, vereadores da Barra dos Coqueiros fizeram uma Nota de Repúdio contra o SINTESE e contra o SINDIBARRA acusando as dirigentes sindicais de desrespeitosas e negando o direito de fala das sindicalistas Mirlene Andrade (SINDIBARRA) e Emanuela Pereira (SINTESE).
Ao declarar seu voto favorável à Nota de Repúdio contra os dois sindicatos, o vereador Carlinhos do Jatobá cometeu o crime de capacitismo tentando ridicularizar a presidenta do SINDIBARRA, Mirlene Andrade, por causa de sua deficiência de baixa estatura.
“Carlinhos do Jatobá foi desrespeitoso, ignorante e cometeu o crime do capacitismo fazendo chacota com a minha deficiência de baixa estatura. Eu vou processá-lo. Sou a representante eleita pelos servidores públicos municipais da Barra dos Coqueiros e exijo respeito. Está sendo negado ao SINDIBARRA o direito de fala na Câmara de Vereadores da Barra dos Coqueiros. Inclusive o referido vereador falou que vai impedir a nossa entrada na Câmara de Vereadores, que é a Casa do Povo, não é a casa dele, então ele não tem o direito de impedir o acesso da população, inclusive de representantes sindicais, à Câmara Municipal da Barra dos Coqueiros”, declarou Mirlene Andrade.
Na manhã desta quarta-feira, dia 8 de abril, Mirlene Andrade, vai levar a denúncia da violência sofrida ao Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência em Sergipe.
ENTENDA COMO TUDO COMEÇOU
Sem nenhum diálogo com o SINTESE e com o SINDIBARRA, a Prefeitura da Barra dos Coqueiros enviou dois projetos de lei para a Câmara Municipal para pagar o valor do salário mínimo como salário base dos servidores municipais e conceder o reajuste de 5,4% ao magistério. As propostas não atendem às reivindicações dos professores e professoras que lutam pela atualização do piso do magistério na carreira e por condições de trabalho nas escolas que estão sucateadas.
Através do SINDIBARRA, os servidores públicos municipais da Barra dos Coqueiros lutam por um salário base no valor de R$ 2 mil, que corresponde ao menor salário pago aos Cargos Comissionados da Prefeitura da Barra dos Coqueiros.
Na quinta-feira, dia 19 de março, a maioria dos vereadores aprovou no plenário o Projeto de Lei (PL 02/2026) e o PL 03/2026, mesmo com o protesto de servidores públicos e professores, as propostas foram aprovadas pela maioria dos vereadores.
Entretanto, o SINDIBARRA entrou com uma liminar para barrar o projeto de lei aprovado sem nenhum diálogo com os sindicatos. O projeto foi suspenso e o prefeito Airton Martins e o presidente da Câmara de Vereadores serão intimados para que prestem esclarecimentos e expliquem porque não negociaram com o sindicato.
O SINDIBARRA divulgou que através da decisão liminar proferida pela 3ª Vara Cível e Criminal da Barra dos Coqueiros, a Justiça do Estado de Sergipe concedeu tutela provisória em favor do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, SINDIBARRA, determinando a imediata suspensão dos efeitos da lei oriunda do Projeto de Lei Complementar nº 002/2026, aprovado pela Câmara Municipal.
O texto judicial destacou que o envio do projeto em regime de urgência, sem submissão à Mesa Permanente de Negociação Coletiva, configura ruptura do devido processo legal, comprometendo a validade da norma aprovada.
Enquanto o SINTESE e o SINDIBARRA aguardam pela negociação com a Prefeitura da Barra dos Coqueiros, mediada pelo Ministério Público e assegurada pela Justiça de Sergipe, os sindicatos preparam uma nova paralisação com manifestação, no dia 28 de abril, pelas ruas da Barra dos Coqueiros na luta pela devida valorização de professores, professoras e servidores municipais da Barra dos Coqueiros.


