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Chapa de oposição a atual gestão do Sintrase é impugnada

A oposição alega manobra burocrática para impedir a disputa do pleito

Publicado: 21 Janeiro, 2013 - 15h11

Escrito por: Agatha Cristie

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Na tarde da ultima quinta-feira, 17, a chapa de oposição “Sindicato é pra lutar” que disputa o processo eleitoral para nova direção do Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Sintrase) foi impugnada pela comissão eleitoral. A justificativa para o indeferimento da chapa é a de que não atingiram o número necessário de pessoas para concorrer o pleito.

 

A oposição vai buscar amparo jurídico para recorrer à decisão da comissão eleitoral, sob o argumento de irregularidades na condução de todo o processo eleitoral. “Entramos com uma ação na justiça do trabalho pedindo anulação de todo o processo e na mesma ação pedimos uma liminar suspendendo a votação segunda (21)”, afirma Alexis Pedrão, do grupo de oposição.

 

“A atual direção descumpre o estatuto do sindicato quando estabelece que a inscrição da chapa precisa conter 21 nomes para a direção, 6 para o conselho fiscal e 85 para delegados de base, totalizando o número maior que 100 pessoas. De acordo com o estatuto do Sintrase, no art. 22  os delegados de base são eleitos em assembleia”, completa.

 

Para Alexis, o grupo comandado por Waldir Rodrigues fez uma manobra burocrática com clara intenção de inviabilizar uma chapa de oposição. “O objetivo da direção atual é manter-se no poder. Mas a categoria está muito insatisfeita, em todas as repartições e escolas que passamos vimos a indignação e o descredito da categoria com essa direção.  Queremos resgatar o sindicato para a luta e para os trabalhadores. E, eles  temem nossa chapa de oposição porque sabem que podem perder essa eleição”, declara.

 

O vigilante Johan Alves denuncia mais irregularidades. “O presidente da comissão eleitoral é Edival Góes, presidente da CTB, e ninguém da categoria compõe esta comissão. Isso, de acordo com o art. 525 da CLT, é muito irregular, nunca vi nenhuma eleição ocorrer desta forma. O outro golpe que esta gestão deu nos trabalhadores foi estabelecer o percentual de apenas 40% de pessoal de cada órgão, proibindo que, por exemplo, a maioria da chapa possa ser composta pelo setor da educação, CEAC, ou qualquer outro”.

 

Programa de gestão

 

Autonomia, transparência e defesa dos interesses dos trabalhadores do serviço público do estado, em especial a luta pelo Plano de Carreira, fazem parte do programa de gestão da oposição. “A atual direção comandada por Waldir Rodrigues não tem autonomia, estando sempre ao lado do governo estadual a revelia da categoria. Também nunca prestou contas da movimentação política e financeira do sindicato, nunca realizou um congresso da entidade, ferindo mais uma vez o estatuto em vários artigos. Assim como, não sabemos qual é a lista de filiados atualmente, e não temos acesso a nenhuma informação do sindicato. Queremos uma nova gestão para lutar de fato pelo plano de carreira, melhores condições de trabalho e salário”, explica Alexis Pedrão.

 

A eleição está prevista para acontecer nesta segunda-feira, 21.