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CUT debate política estadual de apoio à agricultura familiar com Seagri e Seias

Publicado: 28 Maio, 2021 - 14h07 | Última modificação: 28 Maio, 2021 - 14h37

Escrito por: Iracema Corso

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Uma reunião fundamental para discutir agricultura familiar e agroecologia em Sergipe aconteceu na manhã da quinta-feira, dia 27 de maio. Dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT Sergipe) e de Sindicatos dos Trabalhadores Rurais se reuniram com André Bomfim Ferreira, secretário de Estado de Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca, e Lucivanda Nunes Rodrigues, secretária de Estado de Inclusão e Assistência Social (Seias).

A CUT pediu a audiência para tratar da necessidade de se construir uma política estadual de apoio ao agricultor familiar, ao pescador, aos trabalhadores e trabalhadoras que vivem do campo. “Na nossa avaliação, hoje a política agrícola do estado ainda é limitada. Precisamos de uma política que combine a distribuição de sementes, aração da terra, apoio com insumos, assistência técnica, agroindustrialização, armazenação, bem como a aquisição pelo Estado de parte desta produção para assegurar a sustentabilidade do agricultor e de suas famílias”, explicou o presidente da CUT, Roberto Silva.

O agricultor familiar, Alberto Marques Santos, falou sobre a dificuldade de produção neste momento de pandemia. “Os agricultores tiveram muita dificuldade de produzir. Os insumos estão num preço muito alto, cotados pelo dólar. Isso dificulta a produção. Estamos no período do inverno. Quando a secretaria distribui as sementes, é fora de época. Os critérios de distribuição nos desestimulam. Precisamos do apoio do Estado para esta produção”.

Para que estes alimentos cheguem na mesa da população sergipana, Alberto Marques apontou a necessidade de apoio no escalonamento, armazenamento, transporte e agroindustrialização de alguns produtos.

O presidente da CUT Sergipe, que também é vice-presidente do Sintese, lembrou que não vem sendo cumprida a exigência da aquisição de pelo menos 30% de produtos da agricultura familiar para compor a merenda escolar. Roberto Silva reforçou que a cadeia produtiva pode se completar com sustentabilidade se o Estado comprar os alimentos produzidos pela agricultura familiar para destinar à merenda escolar e ao programa de segurança alimentar da Seids, por exemplo.

Os secretários da Seagri e Seias apresentaram uma série de projetos que estão em andamento e demonstraram interesse em ouvir os agricultores para poder aperfeiçoar as políticas adotadas.

“Precisamos crescer nas parcerias com entidades representativas de modo a aperfeiçoar em outros editais. A área de segurança alimentar é muito pequena, é necessário ampliar e conversar com outras áreas para saber que neste momento de pandemia, todos precisam colaborar com a questão de segurança alimentar”, afirmou a secretária Lucivanda Nunes (Seias).

O secretário André Bomfim (Seagri) afirmou que agricultura é um vetor de retomada, por isso a secretaria tem se reunido constantemente com associações e movimentos sociais do campo. Ele ressaltou que novas reuniões sobre o assunto devem acontecer, pois não adianta pensar numa política que não seja aquela que o agricultor necessita. “Foi dada uma atenção ao planejamento no inicio do ano e isso é importante para as ações. A gente precisa priorizar onde vamos aplicar os recursos. Precisamos da certeza de que estamos no caminho certo”, acrescentou.

A CUT solicitou participar também da construção destas propostas. O pedido foi aceito e outras reuniões serão realizadas para contribuirmos com essas políticas que estão sendo planejadas.