Filiada à Central Única dos Trabalhadores, a associação Dialogay promoveu a atividade ‘Enquanto houver ódio, haverá luta’. Foram quatro dias de arte Drag Queen, palestras, show musical, Roda de Conversa sobre saúde, feminicídio, transfeminicídio e inserções na imprensa sergipana, numa programação que culminou na 2ª Caminhada pela Paz LGBT+ na Orlinha do Bairro Industrial, em Aracaju, na tarde e noite do domingo, dia 17 de maio, Dia Mundial de Combate à LGBTfobia.
Com afeto, leveza, vasta experiência, décadas de carreira artística nacional no SBT, a artista Drag Queen Tchaka abraçou a programação do Dialogay.
Para combater a LGBTfobia, Tchaka aposta na militância, no business e na arte alinhados, além da consciência dos malefícios da cultura machista e patriarcal. A artista nacional declarou que assim como Sergipe faz parte do problema, também pode fazer parte da solução.
“Nós não somos iguais. Nós somos diferentes e precisamos ser respeitadas nessa nossa diferença. A diversidade é o que nos fortalece, nos torna ricos, coloridos. Uma pessoa hétero não tem como ser igual a uma pessoa que foi excluída aos 13 anos por ser lésbica. O que a gente precisa fazer é que essa pessoa volte para a roda. A roda econômica, a roda do lazer, a roda da segurança, a roda da saúde. E como a gente faz isso? Com políticas públicas, Ongs que entendam, batam de frente e sensibilizem. E aí vem a arte, que tem um papel fundamental”, resumiu Tchaka.
A Programação contou com Roda de Conversa com o tema ‘Saúde Mental da população LGBTQIAPN+’, organizada em parceria com o Departamento de Psicologia da Unit, no dia 14 de maio; o Curso de Drag Queens com Havenna Drumond, Miss Sergipe Gay 2026, com participação de Pâmella Pompadour, no sábado, dia 16 de maio.
Tetê e Eva Carreiras da organização Met Bronca participaram da programação defendendo o direito à vida com saúde e visibilidade para lésbicas.
“Tivemos um alto crescimento de doenças sexualmente transmissíveis entre lésbicas, que não estão tendo acesso à saúde. Essa visibilidade é importante. Tentam apagar a nossa história. Tudo o que construímos com muita luta. Isso faz com que tenha crescido muito o número de lesbofobia e lesbocídio”, disse Tetê Carreiras.
Presidenta do Met Bronca, Eva Carreiras explicou como sua organização atua. “A nossa associação vai para as comunidades periféricas, ribeirinhas, a gente vai dialogando, a gente quer ter acesso a todas as políticas públicas, o acesso à cultura, à saúde, à educação e todas as políticas públicas que garantam que estejamos vivas e visíveis”, afirmou Eva Carreiras.
No dia 17, domingo, quando aconteceu a 2ª Caminhada Pela Paz LGBT+ , na Orlinha do Bairro Industrial, o vice-presidente da Dialogay, Wellington Andrade, foi homenageado pela mulher trans Daiana Galiza, companheira de muitos anos de militância em favor da causa LGBTQIAPN+.
Presidente do Dialogay e diretor da CUT-SE, Paulo Lira, declarou que: “não podemos mais admitir que o Brasil seja um dos Países do mundo com maior índice de feminicídio, transfeminicídio e LGBTfobia. Precisamos dialogar com a população para que ela entenda que todos os corpos têm direitos iguais e devem ser respeitados. Esse é o nosso diálogo da paz”, disse Paulo Lira.