Fim da Greve Nacional dos Correios e vitória na luta dos trabalhadores
Publicado: 25 Setembro, 2026 - 17h11 | Última modificação: 25 Setembro, 2026 - 17h51
Escrito por: Iracema Corso
Foram 14 dias de greve, luta, diálogo com a população e mobilização nacional para fazer valer os direitos dos trabalhadores dos Correios. Até que, na tarde da quinta-feira, 25 de setembro, foi aprovado o fim da greve dos Correios após o julgamento do Dissídio Coletivo junto ao TST.
O TST reconheceu que a greve nacional não foi abusiva; preservou a maior parte das cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e fixou reajuste de 4,09%, retroativo a 1º de agosto, mantendo a data-base da categoria. Além disso, os dias parados não serão descontados no salário.
O secretário geral do SINTECT-SE e diretor da CUT-SE, Jean Marcel, acrescentou outras conquistas importantes que foram fruto da luta sindical. “A quebra de caixa para os atendentes dos Correios foi garantida, e isso é importante. Também asseguramos auxílio creche e babá para quem tem filhos com deficiência, a licença paternidade de 20 dias e a licença maternidade estendida. Agradecemos a todos os trabalhadores que se fizeram presentes em todas as mobilizações e protestos de greve. Só assim conseguimos avançar na luta”, declarou Jean Marcel.
A FENTECT (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) orientou que a decisão do TST encerra uma etapa, mas alguns desafios enfrentados pelos trabalhadores permanecem.
“O movimento sindical continuará vigilante na defesa dos direitos, do salário, da saúde, das condições dignas de trabalho e da valorização de cada trabalhador e trabalhadora dos Correios. O SINTECT/SE reafirma seu compromisso de estar na linha de frente, enfrentando os ataques aos direitos da categoria e cobrando da empresa respeito aos trabalhadores. Direito se defende com organização. Conquista se garante com luta”, declarou Alexandre Henrique Sena Cardoso, secretário de Comunicação do SINTECT-SE.
A categoria dos Correios sabe a importância de lutar para fazer valer o respeito aos trabalhadores dos Correios que já foram muito massacrados e não podem retroceder em suas conquistas.
“Eu passei quase 30 anos sem trabalhar no sábado porque eu não queria ganhar 15% a mais. Aí chegou Bolsonaro na presidência do Brasil e colocou os trabalhadores dos Correios para trabalhar em dia de sábado sem receber nada! Não tem dúvida não companheirada, ou você luta, ou você é pisado, é tratorado. Ou você luta, ou alguém vai mandar na sua casa, e não é você. Essa aqui é a fala de uma pessoa desesperada, de uma pessoa que quer ver a empresa viva. Não só por nós, mas pela população como um todo”, declarou Orlando Sérgio, trabalhador dos Correios durante ato na porta da empresa em Aracaju.
Reprodução do Instagram do SINTECT-PE. Acesse o link e assista o vídeo
RESPEITE ESSA CAMISA
Ao longo dos 14 dias de greve dos Correios, a categoria recebeu o apoio de dirigentes sindicais a exemplo de Vicentinho, ex-presidente nacional da CUT.
Também manifestou apoio à luta dos Correios a vice-presidenta da CUT-SE, Carol Rejane, reforçando que a empresa dos Correios, que faz entregas, leva vacina, leva livro didático das escolas públicas, transporta remédios para unidades de saúde de todo o Brasil, conectando os municípios mais distantes, não pode ser observada como uma empresa qualquer com demanda capitalista de lucro ou prejuízo monetário, pois, a empresa dos Correios exerce um papel decisivo na vida de toda cidadã e cidadão brasileiro.


