Escrito por: Laisa Galdina

Honduras: Trabalhadores de Empresa Nacional de Energia Elétrica entram em greve contra decreto

Cerca de quatro mil trabalhadores da Empresa Nacional de Energia Elétrica de Honduras (Enee) iniciaram hoje (2) uma greve contra a "Lei de eficiência das rendas e do gasto público”. De acordo com os empregados da empresa, o decreto representa uma...

Cerca de quatro mil trabalhadores da Empresa Nacional de Energia Eltrica de Honduras (Enee) iniciaram hoje (2) uma greve contra a "Lei de eficincia das rendas e do gasto pblico. De acordo com os empregados da empresa, o decreto representa uma privatizao "disfarada das unidades de iluminao pblica.
Os funcionrios da Enee decidiram pela greve durante uma assembleia realizada na manh de ontem (1) em San Pedro Sula, La Ceiba e Tegucigalpa. Hoje, as aes comearam com um planto na sede da empresa em El Trapiche. A ideia que as mobilizaes tambm cheguem ao Congresso Nacional para anular tal decreto. Para amanh (3), os empregados da empresa preparam manifestaes pelas ruas do pas.
Os trabalhadores em greve so contrrios ao decreto 113-2011 de "Lei de eficincia das rendas e do gasto pblico. Segundo eles, tal norma representa uma privatizao "disfarada das unidades de iluminao pblica, controle e reduo de perdas. Para eles, o resultado desse decreto ser o aumento no preo de energia para o consumidor.
A manifestao dos trabalhadores recebeu, ontem mesmo, apoio da Frente Nacional de Resistncia Popular (FNRP). "Manifestamos nosso total apoio aos companheiros e s companheiras do Sindicato de Trabalhadores da Empresa Nacional de Energia Eltrica (Stenee) que, de forma valente e decidida, enfrentam os planos de privatizao dos bens pblicos de todas e todos os hondurenhos, apresentou a Frente em um comunicado divulgado nessa segunda-feira.
Na declarao, FNRP reforou as posies dos sindicalistas contrrios ao decreto 113-2011, destacando tambm o prejuzo que a "privatizao disfarada da empresa dar aos consumidores. "A privatizao destas unidades da Enee trar como consequncia imediata o aumento das tarifas de energia eltrica para a populao mais pobre, o que consistir em uma nova forma de despojo das riquezas que a classe trabalhadora produz para entreg-las a grandes empresas parasitrias do Estado, considerou.
De acordo com a Frente, o decreto aprovado retira da Enee o controle dos setores de iluminao pblica e controle e reduo de perdas e de mora e estabelece que a empresa dever "criar um fideicomisso com a banca privada para administrar os recursos que recupere, assegurando com isso a futura quebra fraudulenta e a consequente privatizao do resto da empresa.
Fonte: Karol Assuno - ADITAL