Deputados de Sergipe, João Daniel (PT), Fábio Reis (PSD), Yandra Moura (União), Delegada Katarina (PSD) e Gustinho Ribeiro (PP) se manifestaram a favor da redução da jornada de trabalho e fim da escala 6x1
A redução da jornada de trabalho no Brasil sem diminuição salarial será decidida esta semana. Centrais Sindicais dialogam com deputados federais e com população de Sergipe pedindo apoio rumo a esta importante conquista para a classe trabalhadora.
Na manhã da segunda-feira, dia 25 de maio, a CUT, UGT e CSP-Conlutas se reuniram em Aracaju com os deputados federais Ícaro de Valmir (Republicanos) e Thiago de Joaldo (Republicanos) que indicavam como indecisos sobre a redução da jornada de trabalho e fim da escala 6x1 e nesta segunda-feira se manifestaram solidários à classe trabalhadora na luta pelo direito à vida além do trabalho, após a reunião e diálogo com as centrais sindicais.
A reunião aconteceu na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e contou com a presença do presidente da central Roberto Silva.
“A classe trabalhadora quer e precisa da redução da jornada de trabalho até pelo direito à vida além do trabalho. O ritmo de trabalho no Brasil não condiz com a realidade tecnológica. É preciso haver uma redução da jornada para que o trabalhador possa ter mais tempo com sua família. Por isso foi importante esse diálogo. Vamos buscar todos os deputados que ainda estão indecisos sobre o assunto, porque a gente quer que todos os parlamentares de Sergipe votem a favor da redução da jornada de trabalho, como o comprometimento que nós tivemos aqui nesta reunião com Ícaro de Valmir e Thiago de Joaldo”, afirmou Roberto Silva.
O deputado federal Ícaro de Valmir sinalizou que a votação em plenário, no Congresso Nacional, está prevista para a próxima quinta-feira, dia 28 de maio.
“Na minha concepção pessoal, nós temos que votar sim. Eu quero que seja aprovada a redução da jornada de trabalho das 44 para as 40 horas semanais. Isso não é nada mais do que justo, diminuir essa quantidade excessiva de trabalho. Às vezes a mulher tem que sair 4h da manhã de sua casa para estar 6h da manhã no terminal, para entrar 7 ou 8h no trabalho e só voltar 8h da noite, as vezes ainda tem que lavar prato, varrer casa, fazer comida, é um trabalho que não tem fim”, concordou o deputado federal Ícaro de Valmir.
Carol Rejane, a vice-presidenta da CUT-SE, acrescentou que a redução da jornada de trabalho já não é só uma questão de produtividade, mas de saúde pública.
Panfletagem nos terminais de Aracaju
O objetivo da ação foi alertar a população sobre esta semana decisiva que se inicia. É nesta semana que será votada, no plenário do Congresso Nacional, a redução da jornada de trabalho com o fim da escala 6x1, sem diminuição de salários.
João Daniel (PT), Fábio Reis (PSD), Yandra Moura (União), Delegada Katarina (PSD) e Gustinho Ribeiro (PP) também já se manifestaram a favor da redução da jornada de trabalho, com fim da escala 6x1, sem redução de salários.
Para pressionar diretamente deputados e deputadas indecisos, acesse o link do site napressao.org.br e envie mensagens para eles.
Fim da escala 6x1 e redução de jornada sem redução salarial podem iniciar em 60 dias
O texto da Proposta de Emenda em Constituição (PEC) em tramitação da Câmara irá prever uma primeira redução de duas horas, de 44 para 42 horas semanais, em 60 dias após a promulgação da Emenda Constitucional. Com isso, o trabalhador que hoje faz 44 horas em seis dias de trabalho terá o direito de fazer 42 horas em, no máximo, cinco dias de trabalho, após os 60 dias da promulgação. Após 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais. Após 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais, o que dá 8 horas por dia em cinco dias de trabalho, e dois de descanso (5x2).