Escrito por: Iracema Corso
Atividade desenvolvida pelo DIEESE está sendo realizada nos 16 estados em que a entidade possui escritório
A economista do DIEESE, Flávia Rodrigues alertou que devido às mudanças climáticas hoje o Brasil esquenta mais que a média do planeta, o que provoca um impacto negativo direto na economia, na agricultura de subsistência e de exportação. Exemplo disso é a produção de café que no Brasil e no mundo foi afetada duramente provocando uma elevação do preço.
“O preço do arroz subiu ao longo do tempo, preços são comodities, com preço definido em dólar e influenciados pela política de exportação. Com as mudanças climáticas, a colheita ficou mais difícil, instável, dificultando o planejamento de trabalhadores que estão em cooperativas, os que trabalham para o agronegócio, aqueles que estão na economia solidária e na agricultura familiar”, explicou Rodrigues.
A economista do DIEESE também alertou que o trabalho em um planeta mais quente leva ao estresse térmico e adoecimento mental.
A vice-presidenta da CUT/SE, Caroline Santos, falou sobre a exploração da classe trabalhadora brasileira, em especial das mulheres e sobre a necessidade de transformações profundas neste cenário.
“O sistema capitalista sobrevive com a destruição do lugar onde a gente mora porque a tecnologia só avançou na ficção para vivermos em outro planeta, mas na verdade a gente só tem esse planeta para viver, e a questão do meio ambiente não perpassa apenas por questões mitigatórias. A gente precisa mudar o sistema, a gente precisa sair do sistema capitalista porque no sistema capitalista o objetivo é o lucro a qualquer preço. Inclusive ao preço do nosso lugar de morada que é o nosso planeta”, declarou Caroline.
A Jornada Nacional de Debates ‘Trabalho, meio ambiente e transição justa: rumo à COP 30’ contou com a participação da direção do Dieese, a presidência da CUT/SE, a diretoria da ADUFS, a diretoria do SINDIFISCO, da CTB, da UGT, do CSP-Conlutas, do SINDOMESTICA/SE, SINERGIA, SINTESE, SINDISCOSE, SEEB, SINDIPETRO, SINTUFS, SINDISAN e SINDIJUS.
Após a apresentação, dirigentes sindicais fizeram o primeiro debate para a construção do 1º de maio e foi decidida a pauta de luta da classe trabalhadora:
*contra a escala 6x1, pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial,
*contra a reforma administrativa,
*contra o arcabouço fiscal,
*pela prisão de Bolsonaro e todos os golpistas,
*pelos direitos para os trabalhadores dos aplicativos,
*por políticas para os trabalhadores em situação de rua
O protesto unificado acontecerá no bairro Santa Maria, em Aracaju. A próxima reunião para discutir questões estruturais do 1º de maio será no dia 22 de abril, na sede da CUT/SE.