Escrito por: CUT Sergipe

Machismo mata 4 mulheres por dia no Brasil e Legislativo não pode ser conivente

O Coletivo de Mulheres da Central Única dos Trabalhadores (CUT-SE) repudia o vereador de Lagarto, Fernando Moura do PDT, acusado de agredir com socos e tapas a namorada na Praia da Caueira, em Itaporanga D’Ajuda, dentro de seu veículo.

A mulher agredida gritou por socorro e com ajuda da população conseguiu fugir do carro e prestar o Boletim de Ocorrência na Delegacia Municipal da cidade de Itaporanga D’Ajuda. O inquérito policial foi instaurado, no entanto, até o presente momento, vereadoras e vereadores da Câmara Municipal de Vereadores de Lagarto não tomaram nenhuma atitude política para questionar a conduta ética deste parlamentar que precisa ser afastado de suas funções públicas.

O silêncio e a omissão das vereadoras e vereadores de Lagarto a respeito das agressões machistas praticadas pelo vereador contribui para a continuidade deste tipo de crime.

O Governo Lula, junto ao Ministério de Mulheres, em fevereiro de 2026, ratificou o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio e agora faz um pacto entre os três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário, envolvendo estados e municípios brasileiros. A Câmara de Vereadores de Lagarto faz parte deste pacto, por isso não pode se omitir em um caso de agressão machista praticada por um vereador.

O machismo mata 4 mulheres por dia no Brasil. Para transformar esta realidade, é preciso que todos os vereadores e vereadoras das Câmaras Municipais combatam o machismo e não atuem politicamente para acobertar os crimes machistas. Ser conivente com a agressão é uma forma de contribuir para que a violência machista continue acabando com a vida de mulheres e destruindo famílias todos os dias.