A Central Única dos Trabalhadores (CUT-SE) manifesta solidariedade a todas as professoras e aos professores da rede estadual de Sergipe que iniciam nesta segunda-feira, dia 9 de março, greve por tempo indeterminado para pressionar o Governo do Estado de Sergipe a negociar com o SINTESE.
Já são 14 anos de desvalorização das professoras e dos professores de Sergipe. O magistério sergipano hoje acumula mais de 54% de perdas em suas remunerações. As perdas foram provocadas por congelamento de gratificações, desmonte da carreira e principalmente falta de vontade política.
Os professores tinham esperanças de mudar este cenário de desvalorização, pois o ano de 2025 foi marcado por audiências com o Governo Fábio Mitidieri e o então secretário de Educação Zezinho Sobral.
No entanto, ainda no ano passado o Governo fechou a negociação sem qualquer avanço para o magistério sergipano.
Até o presente momento, o Governo de Sergipe ignora decisões do STF que determina a retomada da carreira do magistério (ADI 4871) e descongelamento de gratificações (ADI 5054).
A falta de transparência e má gestão de recursos pelo Governo do Estado provocaram a perda de mais de R$ 273 milhões que, em 2025, deixaram de ser investidos na Educação de Sergipe.
Além do empobrecimento do magistério sergipano através dessa política de desvalorização e negação de direitos, nas escolas da rede estadual faltam condições mínimas de trabalho. Faltam profissionais de apoio para dar suporte às crianças e adolescentes com deficiência. A ausência de uma alimentação escolar para suprir as necessidades nutricionais dos estudantes é outro problema que persiste.
A desorganização no transporte escolar provoca atrasos constantes na entrada de estudantes na sala de aula. A rede de internet disponível nas escolas mal permite que professores preencham os diários eletrônicos e os tabletes dados para alguns alunos são de baixíssima qualidade.
Como se não bastassem todos esses problemas, a falta de água nas escolas no interior do estado e em vários bairros de Aracaju virou uma drástica realidade desde a privatização da Deso realizada pelo Governo de Fábio Mitidieri.
Diante de todos os problemas enfrentados pelos professores e professoras da rede estadual de Sergipe, a CUT manifesta solidariedade às professoras e aos professores, e reafirma o apoio na luta que se inicia na data de hoje com o começo da greve por tempo indeterminado.
Com o fim da negociação, o Governo de Sergipe não deixou outra alternativa para o magistério sergipano além da decretação da greve, que é, sim, um instrumento legítimo de pressão da classe trabalhadora para fazer valer a sua voz e para pressionar a retomada da negociação com o Governo de Sergipe.
A CUT-SE seguirá ao lado do SINTESE nesta luta para transformar a realidade da educação, melhorando as condições de educação e ensino, e valorizando professoras e professores da Rede Estadual.