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Ocupação, protesto e queima de políticos marcam Greve da Educação

Ato unificado das centrais sindicais e movimentos populares conclui dois dias de manifestações em Aracaju em defesa da educação, da aposentadoria e das empresas públicas

Publicado: 03 Outubro, 2019 - 19h03 | Última modificação: 03 Outubro, 2019 - 19h29

Escrito por: Iracema Corso

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O senador Alessandro (PPS) foi queimado simbolicamente na porta do Palácio do Governo durante protesto na tarde desta quinta-feira (dia 3/10), em Aracaju, por ter votado a favor da Reforma da Previdência no Congresso Nacional.

Representados por bonecos de pano, também foram queimados pela segunda vez os deputados federais Fábio Mitidieri (PSD), Fábio Reis (MDB), Gustinho Ribeiro (SD), Bosco Costa (PL), Laércio Oliveira (PP) e o próprio Bolsonaro que também são responsáveis pela aprovação da Reforma da Previdência.

Confira trecho do protesto:


https://www.instagram.com/p/B3KxbDohvdv/?igshid=d6olv00f39z8

O ato em frente ao Palácio do Governo foi o ápice de dois dias (2 e 3/10) de protestos da Greve Nacional da Educação. Em Sergipe, estudantes e professores ocuparam a Seduc (Secretaria de Educação, do Esporte e da Cultura) protestando contra os cortes de recurso da educação, pelos assaltos constantes nas escolas, pelo descumprimento do Piso do Magistério, no combate ao programa federal Future-se, pela entrega do projeto pedagógico à iniciativa privada e, de uma maneira geral, protestando contra o desmonte da educação pública do ensino fundamental ao técnico e superior.

“Temos construído grandes greves, temos feito grandes batalhas, temos ocupado garagens e enfrentado a polícia truculenta, porque é fato. Os trabalhadores têm resistido e lutado. É ato unificado hoje à tarde e dois dias de greve nacional dos estudantes. As universidades estão em luta contra os cortes de recurso, uma luta em defesa da educação. Nós construímos dois dias de paralisação e ocupação da secretaria, mais de 24h de ocupação. Pela liberdade, por nossos direitos, pelo novo rumo na história do Brasil, fora Bolsonaro e sua corja! Fora Mourão e fora toda a repressão. E Lula livre porque Lula é preso político ”, discursou a presidenta do SINTESE, Ivonete Cruz.

A luta também foi em defesa das empresas públicas. No dia de hoje, a Petrobrás completou 66 anos de existência. Segundo os dirigentes sindicais e petroleiros, a Polícia impediu que a data fosse comemorada com protesto e faixas na porta da empresa. “Como pode isso? Mandar a polícia proibir que os cidadãos comemorem os 66 anos da Petrobras. É esse o governo que nós temos e é esse o governo que nós repudiamos. Vamos dar a resposta aqui em praça pública, nós estamos unidos, Belivaldo. E vamos mostrar pra vocês que quem manda é o povo e não o governo de plantão”, afirmou Ivan Calazans, petroleiro filiado à FUP (Federação Única dos Petroleiros).

O presidente da CUT/SE, Rubens Marques (professor Dudu) também criticou a repressão policial contra a manifestação sindical e afirmou que só a luta social pode impedir a perda de direitos. “O que fizeram de manhã na porta da Petrobrás, o que fez o Sintese e os estudantes na ocupação da Seduc, é essa mobilização e resistência que pode mudar a correlação de forças. Perder lutando é algo que acumula politicamente para as próximas disputas. Viva a classe trabalhadora”.