Opinião: Crime ambiental no Assentamento José Félix de Sá
Publicado: 17 Abril, 2026 - 18h07 | Última modificação: 17 Abril, 2026 - 19h05
Escrito por: Alberto Marques (Betinho) - Diretor Estadual da CUT-SE
Foi durante os dias 08, 09 e 10 de abril que a empresa, contratada para fazer serviços para a Prefeitura de Aquidabã, retirou com 3 caçambas e uma pá carregadeira e retirou mais 90 carradas de cascalho da área comunitária nos arredores da casa sede do assentamento.
Sem licença e sem autorização do órgão competente responsável que é o INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), a empresa chegou e começou a retirar o material como se fosse dona da área, deixando os arredores da casa sede uma terra arrasada, interrompendo a finalidade da área que era utilizada para produzir alimento e sempre foi utilizada para projetos da Horta Comunitária.
Ao causar revolta por assentados que procuraram saber para onde estava indo o material, foram informados que estavam sendo levados para os reparos da estrada municipal do Povoado Segredo.
A atitude foi irresponsável e criminosa, pois a empresa não tem licença para retirar o cascalho. A gestão da prefeita Ana Helena, que diz levar progresso e desenvolvimento para as áreas rurais, está se aproveitando para não comprar cascalho com o recurso que recebe para a execução das obras e sai retirando material de uma área federal, a qual ela não está autorizada a se apropriar.
Resta saber se a gestão vai recuperar a área e fazer medidas que impeçam os deslizamentos das encostas que podem comprometer a estrutura da casa sede do assentamento, que inclusive é uma casa histórica que representa um valor cultural para os assentados e assentadas.


