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Presidente da CUT/SE participa do 4° Congresso da UGT/SE

Publicado: 10 Maio, 2019 - 19h28 | Última modificação: 10 Maio, 2019 - 19h34

Escrito por: Iracema Corso

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Na manhã desta sexta-feira (10/5), em Aracaju, o 4° Congresso Estadual da UGT prestou homenagem in memoriam à senhora Janete Alves Macedo, por sua inesquecível participação na Greve da Construção Civil em Aracaju (2013), assim como em várias lutas dos trabalhadores junto à central sindical.

Uma faixa na mesa de debates indicava o tema do 4° Congresso Estadual da UGT 'Qual o papel do movimento sindical no contexto atual?’. Para responder à pergunta principal aos debates, o Congresso contou com a participação de vários delegados, trabalhadores, dirigentes do Sindicato dos Comerciários, além da presença de militantes da Frente Brasil Popular, da Central Única dos Trabalhadores, da vereadora de Feira Nova, Silvana Moura (PT), o vereador de Aracaju, Camilo (PT), e o deputado federal João Daniel (PT).

Coordenador do Dieese, o economista Luís Moura não podia faltar. “Os ataques do governo Bolsonaro e sua posição explícita contra os sindicatos são fatores que favorecem a união da esquerda. Nesta disputa no cenário nacional, não estamos discutindo, na verdade, só a Reforma da Previdência. Há um projeto de seguridade social em jogo, há um modelo de Brasil em disputa que põe em risco os direitos trabalhistas, a previdência pública, as universidades públicas, entre outros", avaliou.

Luís Moura citou a carteira verde amarela anunciada por Bolsonaro como o fim dos direitos trabalhistas, entre várias ações do governo federal que prejudicam a maioria da população. “O governo também anunciou a política de congelamento do salário mínimo. Muitos aposentados têm o benefício reajustado de acordo com o salário mínimo. Ou seja, muitos aposentados serão afetados. Quem já está aposentado será afetado, para gerar uma economia de R$ 3 bi por ano. Sem fazer a Reforma da Previdência, só mexendo no salário mínimo. Mas a população será penalizada duramente. Se Dilma e Lula tivessem aplicado esta política de congelamento que Guedes propõe agora, o salário mínimo hoje seria de R$ 573”, explicou.

O presidente da CUT/SE, professor Dudu, destacou a importância da unidade na luta e a presença de lideranças de esquerda, a exemplo da representação da Frente Brasil Popular que foi muito importante nos processos de greve e enfrentamento ao golpe e que continua sendo muito importante. “A UGT nos convidou para participar do seu Congresso, isso é muito positivo porque antes cada central sindical fazia seu congresso e ninguém convidava ninguém. Hoje a UGT é parte deste bloco de centrais que vêm enfrentando as grandes lutas em Sergipe desde o pré-golpe. O cenário é ruim, mas há possibilidade de reverter e derrotar este governo e os ataques dele com muita unidade. E unidade é algo que estamos construindo com muito cuidado. Há necessidade de que não só os professores, mas, todas as categorias apóiem a greve geral da educação no dia 15 de maio. E no dia 20 de maio reforçamos o convite para a reunião com todas as centrais sindicais rumo à construção da greve geral”.