Aracaju realiza festival político e cultural no 8 de janeiro para dizer: golpe nunca mais!
Com muita arte e política, o festival ‘Democracia: sem anistia pra golpista! Direitos, paz, soberania e solidariedade à Venezuela’, realizado na Praça General Valadão, em Aracaju, no dia 8 de janeiro, marcou os três anos da derrota da tentativa de golpe de estado contra a democracia brasileira.
As crianças, as famílias e todas as pessoas que participaram do protesto cultural também puderam se divertir com brinquedos infláveis, e com a arte e a poesia pulsantes nos shows de Anne Carol, Descidão dos Quilombolas, Forró Canto do Acauã, João Mário, Lampião da Rima, Luno Torres, Thais Voices e Tonico de Ogum.
A data de 8 de janeiro foi marcada por protestos em todo o Brasil. Neste dia, em Brasília, o presidente Lula (PT) assinou o veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria.
VENEZUELA LIVRE
Para colocar as mãos em uma das maiores reservas de petróleo do mundo, a invasão dos Estados Unidos ao território da Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira dama Cilia Flores foram repudiados por várias lideranças sindicais, juventude, movimento estudantil, pelos vereadores Camilo Daniel (PT), Iran Barbosa (Psol), Sônia Meire (Psol), a deputada estadual Linda Brasil (Psol), o deputado federal João Daniel (PT) e o senador Rogério Carvalho (PT), presentes no protesto cultural.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-SE), Roberto Silva, destacou que a unidade da esquerda é muito importante neste momento decisivo que a América Latina está atravessando. “O que ocorreu no dia 3 de janeiro, na Venezuela, serve de reflexão para todos nós da esquerda brasileira. A classe dominante, as elites não estão pra brincadeira. E nós, enquanto defensores da classe trabalhadora, precisamos nos unir”, declarou Roberto Silva durante a manifestação cultural.
Segundo Roberto Silva, é necessário que a esquerda construa uma agenda de defesa dos direitos, pelo fim da escala 6x1, pelo fim do assédio moral, do assédio sexual nas empresas, entre várias lutas importantes.
“Precisamos lutar também pelo direito da classe trabalhadora de enfrentar essa elite perversa de Sergipe, derrotar o governo Fábio Mitidieri, que ataca brutalmente os servidores e servidoras, e que coloca a população sergipana sem acesso à água. A privatização da Deso e da água é um crime contra a população sergipana. E o governo Fábio Mitidieri tem que ser desmascarado pelo conjunto da esquerda de Sergipe”, afirmou Roberto Silva.
O ato na Praça General Valadão, em Aracaju, foi construído por todos os artistas que se apresentaram no palco, pela CUT, CTB, UGT, CSP-Conlutas, UBES, Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, UNE, USES, DCE, Sindipetro AL/SE, UP, Consulta Popular, PT, PSOL, PCB, PCBR, PSTU e PCdoB.