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Sindicato pressiona e Prefeitura apresenta proposta para pagar salário atrasado

Professores e professoras de Canindé estão sem receber salário há dois meses e o pagamento do 13º referente a 2018 ainda está pendente

Publicado: 31 Julho, 2019 - 15h41 | Última modificação: 31 Julho, 2019 - 15h47

Escrito por: Iracema Corso

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Há dois meses os professores de Canindé do São Francisco estão sem receber salário. As crianças e adolescentes estão sem aula e toda a população está sendo prejudicada. Para resolver este grave problema, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), Rubens Marques, o professor Dudu, junto ao professor Danilo Souza, Coordenador das Bases Municipais do Alto Sertão do SINTESE, conseguiram agendar uma reunião com a secretária de Educação e de Finanças e Administração do município para encontrar uma solução rápida.

Presidente do Sindiserve Canindé, Emanoel do Aleixo, participou da atividade de luta. “Os professores completaram dois meses sem receber salário, isso é um absurdo. Prestamos nossa solidariedade, nos somamos à luta e estamos preocupados também com a situação das crianças que estão sem aula. Junto à população, estamos pressionando para que seja feito o pagamento atrasado do salário dos professores”.

Segundo o professor Danilo Souza, a gestão de Canindé apresentou uma nova proposta para o pagamento dos salários atrasados na reunião realizada na manhã desta quarta-feira, dia 31/3.  Recebemos a informação de que a Prefeitura não tem condição de pagar o salário de junho hoje. Apresentaram a possibilidade de pagar agora 84% do salário atrasado referente ao mês de junho e até o dia 7 de agosto pagará os 16% restantes. A categoria cobra o imediato e integral pagamento do mês junho”, afirmou o professor Danilo.

De acordo com o professor Danilo Souza, a Prefeitura propõe que até o dia 10 de setembro, o pagamento do salário de todos os professores de Canindé estará regularizado, mas ainda falta discutir o pagamento do 13º de 2018 e de 2019. “Vamos levar a proposta para assembleia, amanhã de manhã, às 9h, e vamos ouvir os professores e professoras de Canindé sobre o assunto”.

Na manhã de ontem, o SINTESE protocolou no MPE uma denúncia em relação ao mau gerenciamento dos recursos do Fundeb no município, entre outras irregularidades sobre a movimentação financeira da conta do Fundeb. “Os professores e professoras cobram da gestão o reembolso para as contas do Fundeb do valor de R$ 1 milhão e 400 mil que foram utilizados de forma ilegal e indevida em 2019 para pagamento de despesas do ano anterior. Isso é vedado por lei”, explicou o professor Danilo.