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Sinditabi critica rejeição de requerimento pela Câmara de Vereadores de Itabi

Publicado: 23 Março, 2026 - 11h24 | Última modificação: 23 Março, 2026 - 11h27

Escrito por: Bruno Balbino (Fetam/SE)

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O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Itabi (Sinditabi), entidade filiada à Federação dos Servidores Públicos Municipais do Estado de Sergipe (Fetam/Se) e à Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), manifestou indignação diante da rejeição de um requerimento que solicitava transparência sobre o impacto financeiro do reajuste salarial dos servidores públicos municipais de Itabi.

O requerimento foi apresentado pelo vereador Valdizinho durante sessão ordinária da Câmara Municipal realizada nesta quinta-feira, 12. Entre os pontos da proposta estava a solicitação de informações detalhadas sobre o impacto financeiro que a Prefeitura de Itabi terá com a concessão do reajuste anunciado para os servidores municipais.

Apesar de tratar de um pedido de informações que poderia contribuir para a transparência na gestão dos recursos públicos e para o debate sobre a valorização do funcionalismo, o requerimento foi rejeitado pela maioria dos vereadores presentes.

Votaram contra a proposta os vereadores Marcelo de Cícero, Leo Rosa, Beto da Mata e Murilo de Amirton. Os vereadores Nego de Esmerina e Daniel Azulão estavam ausentes na sessão. Já o presidente da Câmara, Ninho de Tecinho, não votou por ocupar a presidência da Casa. A decisão provocou forte insatisfação entre os servidores municipais, que acompanham o debate sobre a política salarial da categoria e cobram maior clareza da gestão municipal sobre os critérios utilizados para definir o reajuste.

Para o presidente do Sinditabi, Davi Silva, a rejeição do requerimento representa um grave retrocesso no debate democrático. "O que estava sendo solicitado era algo simples: transparência. Saber qual é o impacto financeiro do reajuste não é um favor, é um direito da sociedade e dos servidores. Infelizmente, quatro vereadores preferiram votar contra a transparência e contra o direito de informação", criticou.

A presidente da Fetam/Se, Vanessa Ferreira, também lamentou a postura adotada pelos parlamentares. "A Câmara tem um papel fundamental na fiscalização do Executivo. Quando um requerimento que pede informações é rejeitado, quem perde é a democracia. Os servidores merecem respeito, diálogo e transparência nas decisões que afetam diretamente sua vida e sua renda", afirmou.

Salário segue abaixo do mínimo e promessa de equiparação não é cumprida

O salário base dos servidores municipais de Itabi antes do reajuste era de R$ 1.250,00. Com o percentual concedido pela administração do município de 7%l, o valor passou para R$ 1.339,52 — um aumento de R$ 87,50. Mesmo com o acréscimo, o vencimento continuará abaixo do salário mínimo nacional, hoje fixado em R$ 1.621,00, mantendo uma defasagem de R$ 281,48.

Durante a campanha eleitoral, em agosto de 2024, a prefeita assumiu o compromisso com o funcionalismo público municipal de equiparar os salários dos servidores ao mínimo nacional ainda no primeiro ano de mandato. No entanto, com o reajuste anunciado, os trabalhadores do serviço público de Itabi seguem recebendo vencimento base inferior ao piso nacional.