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SINTESE vai pedir auditoria do Ipesaúde

Publicado: 29 Janeiro, 2025 - 10h48 | Última modificação: 29 Janeiro, 2025 - 10h51

Escrito por: Elisângela Valença SINTESE

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Na manhã de hoje, dia 27 de janeiro, o SINTESE realizou um ato pela devolução dos 14% descontados dos benefícios de aposentadas e aposentados durante 27 meses e por melhorias no Ipesaúde. A atividade marcou passagem do Dia da Aposentada e do Aposentado, comemorado no dia 24 de janeiro.

Ao longo da manhã, professoras/es, ativas/os, aposentadas/os fizeram diversos relatos de dificuldades e descasos enfrentados no uso do Ipesaúde. Outros usuários e usuárias do convênio de saúde se somaram ao coro colocando suas experiências.

“O que ouvimos aqui foi estarrecedor. São situações degradantes e humilhantes. É inadmissível que um cidadão, uma cidadã tenha que vivenciar situações vexatórias, ainda mais com um convênio de saúde que não é barato, enquanto já passa por uma situação delicada por estar com a saúde fragilizada. É preciso uma auditoria no Ipesaúde, afinal houve um aumento exorbitante da nossa contribuição, nos últimos dois anos, e o serviço só piorou. A Alese, o Ministério Público, o Tribunal de Contas, precisam cobrar e saber o que está acontecendo, de forma profunda, dentro do nosso Instituto de Saúde, porque a saúde e a vida dos servidores sergipanos, usuário do Ipesaúde, está ameaçada”, pontua Roberto Silva, presidente do SINTESE e da CUT Sergipe.

Uma senhora aguarda a liberação de uma cirurgia ortopédica desde 2018. Um senhor passou por cirurgia num olho, mas o Ipesaúde se recusa a liberar a cirurgia do outro olho alegando que não tem verba. Mulheres tem que aguardar de quatro a seis meses para conseguir realizar ultrassonografias e mamografia e mais dois, três, quatro meses para conseguir retornar ao médico com os resultados dos exames. São cerca de seis meses para realizar exames preventivos e de rastreio de câncer. “Ou eu sacrifico o orçamento da minha família, ou eu morro esperando atendimento” foi a frase mais comum ouvida ao longo do ato.

“De que adianta fazer campanhas estimulando cuidados preventivos se levamos meses para conseguir uma consulta, outros meses para fazer exames e mais tempo ainda para conseguir retornar ao médico? Não adianta fazer campanha de Outubro Rosa, Novembro Azul, Setembro Amarelo, se não conseguimos atendimento. Isso precisa acabar. O usuário do Ipesaúde precisa ser respeitado”, disse a professora Alaíde Machado, diretora de Bases Municipais do SINTESE Subsede Regional Vale do Cotinguiba.

“A negação do direito à saúde está sendo recorrente. Com disse, é preciso que os órgãos responsáveis tomem pé da situação e protejam a saúde daquelas e daqueles trabalhadores essenciais para o funcionamento das atividades do estado e dos municípios de Sergipe. Ao virar as costas, ao negligenciar a saúde dos servidores públicos o governo do estado e demais órgão responsáveis estão também negligenciando a população sergipana como um todo, que depende dos serviços prestados por nós, servidores públicos” enfatiza Roberto.

“A gente não pode continuar com um cenário de caos no atendimento, espera de quatro, cinco, seis, até sete meses para exames e consultas e sem qualquer perspectiva de melhora do que a gente viu aqui, a partir dos depoimentos de usuários por parte de quem está sofrendo essa ausência do atendimento. Este ato foi muito importante, foi uma denúncia e essa luta vai continuar”, afirmou.

Essa discussão vai estar na pauta da assembleia geral unificada, que vai acontecer nesta quinta, dia 30, às 15 horas, no Contiguiba Esporte Clube, que fica na avenida Augusto Maynard, 13, bairro São José, em Aracaju.