• TVT
  • RBA
  • Rádio CUT
MENU

Sob vaias e protesto, Damares se torna cidadã sergipana e aracajuana

Publicado: 03 Maio, 2019 - 17h39 | Última modificação: 03 Maio, 2019 - 21h51

Escrito por: Iracema Corso

notice

Uma rápida mobilização de mulheres foi construída em Sergipe para recepcionar com protesto a ministra Damares. Sob os gritos de protesto, a ministra de Bolsonaro recebeu o título de cidadã sergipana e aracajuana na Assembleia Legislativa de Sergipe (ALESE), na tarde da última quinta-feira, dia 2 de maio.

Mais de 25 coletivos de Sergipe formados por mulheres, LGBTs, Movimento Negro se juntaram e construíram um manifesto para publicizar sua discordância com a entrega do título de sergipana e aracajuana, bem como o posicionamento contra a criação da Frente parlamentar pelo direito à vida.

A professora Simone Gama (Sintese) explicou que a indignação foi tão grande que agilizou a organização do ato. “Não queríamos só constranger a cerimônia, mas demonstrar ao povo sergipano que este título é entregue à revelia de parcela da população, pois esta ministra não nos representa".

A servidora pública do Tribunal de Justiça, Luciana Nunes, do Coletivo de Mulheres Sindijus/SE, enfatizou que o debate sobre o aborto precisa alcançar a sociedade. “Tem que ser realizado com mulheres e deve considerar, primeiro, o fato do aborto ocorrer no Brasil; depois é imprescindível considerar a situação das mulheres pobres, em geral negras, que precisam recorrer ao aborto clandestino e perdem suas vidas em locais impróprios para o procedimento. Enquanto que, aquelas que dispõem de condições financeiras, realizam abortos com segurança. Sem a compreensão dessa realidade que está posta, as políticas públicas mostram-se insuficientes para solucionar o drama das mulheres que morrem sem assistência médica; e ainda, quando negras, são vítimas de atendimento diferenciado, por conta do racismo estrutural. É esse recado que fomos dar à Ministra Damares: para nós, todas as vida importam! Queremos as mulheres vivas!”.

O protesto foi construído pelo Coletivo de Mulheres do SENGE, Comissão de Direitos Humanos do Conselho Regional de Psicologia (CDH/CRP19), Movimento Negro Unificado, Auto Organização de Mulheres Negras de Sergipe Rejane Maria, UNEGRO/SE, Casa Amor, Sintese, RUA - Juventude Anticapitalista, JUSFeminina - Feminismo Jurídico, Fórum Sergipano das Religiões de Matriz Africana, Secretaria Estadual de Mulheres do Partido Socialismo e Liberdade/ PSOL, Diretório Municipal do PSOL/Aracaju, Secretaria Estadual de Mulheres do PT, Juventude do AFRONT, Sindipema, EDUCAMPO-Comitê Estadual da Educação do Campo, Marcha Mundial das Mulheres de Aracaju e Metropolitana, Movimento Mulheres em Defesa de Todas as Vidas, Coletivo Fluxo,  Conselho Estadual dos Direitos da Mulher/SE, Mulheres Autoconvocadas, Sintufs, Coletivo Mulheres Livres, União Brasileira de Mulheres, Ana Lúcia, FETAM/SE, MTST-SE, Núcleo Feminista Beatriz Nascimento e Coletivo de Mulheres Sindijus/SE.