Sem nenhum diálogo com o SINTESE e com o SINDIBARRA, a Prefeitura da Barra dos Coqueiros enviou dois projetos de lei para a Câmara Municipal que não atendem às reivindicações dos professores, professoras e servidores públicos municipais.
Os vereadores Wilson Bernardes (PSD) e Franqueline Bispo (PP) ameaçaram acionar a Guarda Municipal contra os servidores e professores. As lideranças sindicais receberam a ameaça de que seriam expulsas da sessão plenária na Câmara de Vereadores da Barra dos Coqueiros. As professoras e servidoras se sentaram no chão para permanecer no plenário mesmo sob clima de truculência e desrespeito à população.
Dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-SE) e do SINTESE, a professora Emanuela Alves explicou que mesmo com o reajuste de 5,4%, o magistério não teve atualização do piso na carreira.
“É uma vergonha o que aconteceu hoje na Câmara de Vereadores da Barra dos Coqueiros. Nós, representantes dos trabalhadores, fomos tratados com truculência. A democracia exige diálogo, negociação, respeito às organizações sindicais. O prefeito Airton Martins, que nas eleições foi à sede do SINDIBARRA e se comprometeu em valorizar o servidor, depois de eleito desrespeita o sindicato, não recebe as lideranças, não dialoga nem negocia e age com truculência para fazer valer a sua vontade”, declarou Mirlene Cardoso.
O SINDIBARRA postou em suas redes sociais que a Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece obrigatoriedade de planejamento, transparência na gestão fiscal que inclui diálogo e fundamentação das ações políticas que vão impactar diretamente na remuneração e vida dos servidores públicos. Da mesma forma, a Constituição Federal assegura o direito de negociação prévia com os servidores públicos, representados pelo sindicato, antes de qualquer revisão remuneratória.
Insatisfeitos com a aprovação dos dois projetos de lei, o SINDIBARRA e o SINTESE vão convocar assembleia geral dos professores, professoras e servidores públicos municipais, com indicativo de greve.