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Via Crucis em Santa Luzia do Itanhi cobra diálogo, reajuste e direitos cumpridos

Sindicatos CUTistas organizam segundo dia de protestos e paralisação no município do litoral Sul de Sergipe

Publicado: 06 Novembro, 2019 - 13h56 | Última modificação: 06 Novembro, 2019 - 14h12

Escrito por: Iracema Corso

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SINDISLUZI e SINTESE chegam ao segundo dia de paralisação e protesto no município sergipano de Santa Luzia do Itanhi. Depois da ocupação da Prefeitura com direito a sopão, Cine Resistência, fechamento intermitente da Linha Verde e panfletagem, hoje, nesta quarta-feira (dia 6/11), o movimento sindical fará uma manifestação no formato de Via Crucis pelas ruas de Santa Luzia do Itanhi. A concentração está marcada para as 17h30, em frente à Igreja Matriz.

Com protestos e paralisação, o movimento sindical cobra o diálogo com a Prefeitura, o reajuste salarial referente aos anos de 2016, 2018 e 2019, condições de trabalho e o cumprimento do Plano de Carreira. Para professoras e professores, a administração deve os reajustes do piso, conforme a lei federal 11.738/2008, dos anos de 2014, 2016, 2018 e 2019.

Joaquim Alves dos Santos, presidente do SINDSLUZI, avaliou que os sindicatos construíram um ato histórico ontem (5/11) demonstrando união, resistência e força. “Foi a primeira vez que ocupamos a Prefeitura de Santa Luzia do Itanhi, no fim da tarde recebemos uma notificação da Justiça para sair do prédio público, mas o protesto continuou na porta da Prefeitura com sopa e Cine Resistência. Infelizmente o prefeito Edson Cruz ao invés de sentar para conversar com os trabalhadores, contratou guardas para proteger a Prefeitura e usou as redes sociais para criticar o movimento sindical”.

Segundo Joaquim Alves (SINDSLUZI), o prefeito não devia ter aumentado o seu próprio salário de R$ 16 mil para R$ 25.200, visto que o município sofre com problema de falta de recursos. “No áudio que o prefeito divulgou no Whatsaap, ele admite que não cumpre o Plano de Cargos e Salários e afirma que os servidores ‘têm muitos direitos’. O prefeito diz que não atende os servidores e professores por falta de recursos do governo federal, mas quando o assunto é o salário dele, não falta dinheiro. Assim que assumiu a Prefeitura, ele aumentou o próprio salário de R$ 16 mil para R$ 25.200”, protestou.

Presidente da Central Única dos Trabalhadores, o professor Dudu panfletou e participou da manifestação desde as primeiras horas da manhã de ontem, na praça principal da cidade, até o cair da noite na porta da Prefeitura. “A repercussão foi muito positiva para os trabalhadores e muito negativa para o prefeito. Ocupamos o prédio da Prefeitura para chamar a atenção do prefeito e para que ele comparecesse à cidade, já que ele não mora em Santa Luzia do Itanhi. A situação dos servidores e dos professores está caótica. Com o acumulo de anos de arrocho salarial, os trabalhadores se encontram numa situação de pauperização. A ocupação da Prefeitura já é o limite de quem perdeu a paciência de ser vilipendiado, e não são só quatro anos sem ser sequer recebido pelo prefeito, mas também o prefeito tem usado as redes sociais e a imprensa pra atacar os trabalhadores,”, registrou o presidente da CUT/SE.

De acordo com o professor Dudu, os dois dias de protesto são a resposta do movimento sindical, proporcional aos ataques e ao descaso da Prefeitura com os direitos dos servidores e professores. “Também faremos protestos nos povoados. O prefeito diz que não tem dinheiro, mas é a cidade que mais faz festa no estado de Sergipe. Pra festa não falta dinheiro, mas pra pagar trabalhadores o discurso é outro. Há uma queixa forte dos servidores e professores de que o prefeito empregou toda a sua família. Até parece que só a família dele tem competência para exercer os cargos aqui. Não iremos desistir dos nossos direitos e a luta continua”.