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Novembro Negro 2020: Confira a agenda de mobilização da CUT

Publicado: 16 Novembro, 2020 - 12h42 | Última modificação: 19 Novembro, 2020 - 16h22

Escrito por: Iracema Corso

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No Dia da Consciência Negra, 20 de Novembro, logo pela manhã, a Central Única dos Trabalhadores (CUT Sergipe) vai celebrar a filiação coletiva das Associações de Pescadores, Catadoras de Mangaba, Artesãs e Apicultores.

A atividade política vai começar às 8h30 da manhã, na sede da CUT em Aracaju, localizada na Rua Porto da Folha, Nº: 1039, no Bairro Cirurgia.

Secretária de Combate ao Racismo da CUT/SE, Arlete Silva destacou que o objetivo da filiação é o fortalecimento da luta dos trabalhadores informais.

“No dia 20, aqui em Sergipe, vamos falar sobre a consciência negra . Nosso objetivo é conquistar o fortalecimento destas trabalhadoras e trabalhadores. A CUT Sergipe vai dar apoio às lutas e reivindicações dos pescadores, artesãs, apicultores e catadoras de mangaba. Estamos juntos contra o trabalho precarizado. Muitos deles são negros autônomos e assim acabam excluídos de qualquer direito trabalhista”, destacou Arlete Silva.

A secretária de Combate ao Racismo da CUT/SE explicou que o acesso aos direitos trabalhistas é uma importante pauta neste dia 20 de novembro.

Segundo o IBGE, a informalidade atinge 47,4% dos trabalhadores negros do Brasil. Além disso, 70% dos que estão abaixo da linha de pobreza, vivendo com menos de 2 dólares ao dia, são negros ou pardos.

Agenda Novembro Negro

Pra celebrar o Novembro Negro, a Escola Nordeste de Formação da CUT preparou um webinário especial ‘Vidas negras importam na formação do Nordeste’. A atividade cultural e de luta construída pelas diretorias da CUT em nove estados nordestinos acontecerá na próxima quarta-feira, dia 18 de novembro, das 15h às 16h30, transmitida pela plataforma zoom.

Para a dirigente da CUT/SE, o movimento negro no Brasil tem fortalecido a sua luta a cada dia.

“A partir do Atlas da Violência, estamos denunciando o genocídio da população negra. Seja em confronto com a polícia ou por bala perdida, são sempre os nossos jovens negros que estão morrendo na periferia. A violência tem cor, tem sexo e tem idade. A morte do americano Jorge Freud mobiliou a população, artistas, a mídia internacional para denunciar ao mundo inteiro esta realidade que a gente vê todo dia no noticiário aqui no Brasil”, afirmou Arlete Silva, secretária de Combate ao Racismo da CUT/SE.

A violência e o Racismo Estrutural também são temas fundamentais que serão debatidos no dia 20 de novembro por lideranças de todo o Brasil através da live transmitida pelo Facebook da CUT Brasil, a partir das 16h, com o tema: ‘O racismo estrutural, a democracia racial e o papel dos sujeitos brancos’.